MAR GLOBAL
- dario38
- 26 de fev. de 2019
- 4 min de leitura
Atualizado: 27 de fev. de 2019
Porque acredito que a terra começou como um mar global (apesar das vozes creditadas que asseveram que não

Os testemunhos geológicos da presença do mar estão, mais ou menos visiveis, por todo o globo, apesar das várias erosões que têm vindo a acontecer. Visitei em pormenor, não há muito tempo, o Grande Canion nos Estados Unidos. São muitos estratos sobrepostos por mais de 1500 metros de altura e todos eles mostram testemunhos da presença do mar. Estes estratos, apesar de impressionantes, estão longe de serem únicos no mundo, estendem-se por dezenas de quilómetros, sempre horizontais, sem qualquer sinal de batolização ou soerguimento. Foi o Mar que ajudou o rio Colorado, ao baixar e recuar, a fazer todo aquele grandioso e magnífico trabalho. O rio que hoje vemos é quase insignificante para tão extraordinário fenómeno. Se se olhar para as montanhas mais altas, em qualquer outro lugar do mundo, vêm-se estratos horizontais e em muitos se podem encontrar fosseis marinhos das mais variadas idades geológicas. Os estratos estão cortados pela erosão, mas muitos, com a mesma idade e as mesmas características, pois eram os mesmos antes de serem parcialmente erodidos, podem ligar-se entre vários picos em reconstituição desenhada, como é óbvio. Dizem alguns investigadores que tais estractos estiveram debaixo do mar sendo mais tarde soerguidos pelas mais variadas forças ou situações.
Para tais investigadores o mar não sofreu alterações ao longo de dezenas, centenas até, milhões de anos. Considera-se que alguns outros planetas já tiveram água mas que ela se perdeu no cosmos mas com a terra isso não aconteceu segundo tais investigadores . Não sei porque, literalmente, carga de água. A água do mar evapora mas graças ao ciclo volta para o lugar de onde partiu. Não obstante já foram encontradas substâncias marinhas e atmosféricas, água e outras, na estratosfera e até no cosmos próximo. Ao que parece o ciclo da água não a devolve toda.
Será mais sensato pensar é que o nosso mar, evapora, passa pela atmosfera, a maior parte volta ao mar, perdendo-se, também, no cosmos, muito parcialmente, lenta mas enexoravelmente, até à secura total, o que acontecerá um dia, muito distante ainda, deixando no seu leito ou leitos, a maior parte da sua carga mineral, muito parcialmente, como parece que aconteceu com Marte que, tal como se tem vindo a observar, ainda alberga, para alem de resìduos minerais, alguma água, sob a forma de gêlo, nos polos e muito naturalmente no interior da sua superfície rochosa.
A forma dos planetas, esférica, denuncia uma génese mais fluída. muitos outros corpos existem que não têm essa forma, como é o caso da cintura de asteróides, entre Marte e Júpiter, asteróides que, alguns, invadem, por se libertarem das circunstâncias atractivas que os mantêm naquela situação, alguns planetas vizinhos e não só.
Esta cintura de asteróides separa os planetas sólidos dos gasosos do sistema solar. É um trabalho incompleto. Não se agruparam, ou ainda não se agruparam, o suficiente, para terem formado um outro planeta. ou outros planetas, constituindo o seu núcleo e atracção da água abundante aquando da formação do sistema solar. São, não obstante, um testemunho importante da génese do sistema e, muito naturalmente, de outros sistemas e estrêlas.
O Sol, e bem assim todos os sois (estrelas), é o núcleo de uma massa inicial que comprendeu todos os materiais do sistema e muitos outros que se perderam no cosmos como ainda vai acontecendo com a cintura de asteroides. A pressão incomensurável de que esse núcleo, foi alvo, magmatizou-o e tornou-o um emissor de energia, depois de magmatizar os materiais próximos. Mais tarde separou-se individualizando-se dos outros. Ainda hoje o sol recebe no seu seio meteoros e poeiras e outros materiais cósmicos como se de alimentação se tratasse. Para se ter ideia da existência de meteoros em viagem pelo cosmos basta analizar a superfície da lua com as sua crateras, resultado dos impactos de materiais cósmicos. A Terra tambem apresenta algumas e importantes marcas e não apresenta mais graças a dois terços que são oceanos, à atmosfera que pulveriza muitos dos materiais cósmicos e ao sol que atrai para si muitos dos materiais errantes. Maior quantidade de materiais, embora menos agressivos, são as poeiras cósmicas que se vão depositando noutros corpos celestes de maiores dimensões como são o nosso sol a nossa lua e o planeta onde vivemos. As poeiras cósmicas que entram na nossa atmosfera podem ser observadas nos ocasos avermelhados, As poeiras são o filtro que muitas vezes nos permite olhar directamente o nosso astro rei. As poeiras vão-se depositando nos solos da Terra, enriquecendo-os.
As grandes massas calcárias, distribuidas por todo o globo, são o resultado dos esqueletos internos e externos (conchas), depois de dissolvidos, nem sempre por completo, e precipitados. O mesmo se poderá dizer da decomposição das vidas moles ou partes moles, das que deram origem às rochas calcárias, Essa imensa vida, deu origem a quantdades enormes de hidrocarbonetos, espalhados, também, por todo o globo. Essa decomposição por sua vez deu origem a bolsadas de gás, tambem espalhadas por todo o globo. Muita desta energia já foi explorada, outra, também bastante, já descoberta, ainda perdura, e outra, talvez a maior quantidade, está inacessível ou impregnada em rochas mais ou menos porosas ou ainda por descobrir. Com a hipótese do mar global e vida marinha também foi global, os hidrocarbonetos também serão, portanto, globais e é isso que se tem vindo a verificar.
12:51:34 . 08 Jan 2013


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